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Government of the Republic of Cape Verde

10/18/2021 | Press release | Distributed by Public on 10/18/2021 07:26

“Se construirmos juntos as políticas de cooperação necessárias, sem dúvidas, conseguiremos grandes mudanças para o setor da cultura e das indústrias criativas” – MCIC, Abraão[...]

É necessário aprimorar a política de cooperação internacional existente, de forma a facilitar a circulação dos artistas do continente africano em todos os países organizadores de grandes palcos do mundo, como por exemplo Estados Unidos de América.

Durante a sua participação no painel sobre "Música e Artes Cénicas", na primeira Cimeira das Indústrias Criativas em África, organizada pela Fundação África, o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, reforçou a importância da junção de esforços de todos.

O propósito maior desta Cimeira é refletir sobre o impacto das indústrias criativas na criação de novas dinâmicas e, ainda, apontar oportunidades, caminhos e desafios da cultura africana e das indústrias criativas.

Esta primeira Cimeira reuniu presidentes de alguns países de África, ministros, primeiros-ministros e, ainda, promotores e especialistas da cultura e das indústrias criativas, pelo que o Ministro Abraão Vicente aproveitou para frisar que "se construirmos juntos as políticas de cooperação necessárias, sem dúvidas, conseguiremos grandes mudanças para o setor da cultura".

O debate contou, ainda, com a presença, online, do empresário maliano e fundador do grupo Africa Development Solutions (ADS), Samba Bathily, o Director Geral da Kupanda Capital, Bobby Pittman, a Assistente Especial do Presidente e Director Sénior para África, Conselho Nacional de Segurança, Dana Banks, e o professor catedrático do Centro de Estudos Africanos, Universidade de Howard, Mohamed Camara.

Neste painel de "Música e Artes Cénicas" ficou bem assente a necessidade de se ver a cultura em África como um setor de negócio, de posicionar Cabo Verde como ponto estratégico de ligação da cultura do continente em relação ao resto do mundo, de apoiar os artistas e o setor da cultura por serem um motor essencial para a mudança social.

Esteve sobre a mesa, ainda, a importância de criar entidades de direito de autor que sejam credíveis e estejam conectados com entidades internacionais, organizar infraestruturas culturais que permitam receber eventos nacionais e internacionais, fornecer mecanismos para que os bancos possam financiar as indústrias criativas com alguma segurança.